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Entendendo a Renda Fixa

Ao entrar no mundo dos investimentos logo nos deparamos com duas classes de ativos: a RENDA FIXA e a RENDA VARIÁVEL, neste artigo iremos nos aprofundar na Renda Fixa e descobrir como esta opção consegue entregar uma ótima rentabilidade e com segurança.

A Renda Fixa é baseada no mercado de dívidas, uma vez que ao aplicar neste título você está emprestando seu dinheiro ao governo, banco ou outras instituições em troca de um benefício futuro.

Erroneamente, este tipo de investimento é relacionado a uma alta segurança e uma baixa rentabilidade.

Porém, depois desta leitura, espero derrubar esse pré-conceito e mostrar que a Renda Fixa é necessária na carteira de todos os tipos de investidores, dos mais conservadores até os mais agressivos.

Subdivisões da Renda Fixa:

No mercado, existem duas subdivisões dentro da Renda Fixa que basicamente se diferem pelo órgão ou instituição que você, investidor emprestou o dinheiro.

Esses casos são:

  1. “Títulos Públicos” é quando o devedor é o governo e;
  2. “Títulos Privados” é quando o devedor é um banco ou outras instituições privadas.

A diferença relevante entre eles é a segurança. Visto que o governo é a maior instituição do país e possui o poder de “injetar” mais dinheiro na economia, o risco de crédito (ou risco de calote) é praticamente nulo.

Já nas instituições privadas este risco é maior. Portanto, os títulos privados precisam ter um benefício futuro maior que os títulos públicos para valer a pena o risco envolvido.

Vale lembrar que existe um mecanismo de segurança chamado FGC (Fundo Garantidor de Crédito) que assume o risco de a instituição privada não pagar, garantindo a proteção do investidor.

No entanto, este órgão cobre até duzentos e cinquenta mil reais (R$250.000) por instituição financeira e no máximo um milhão (R$1.000.000) por CPF a cada quatro anos. Importante ressaltar que o FGC também não cobre todos os títulos privados. Falaremos quais tipos de renda fixa tem essa cobertura mais para frente no texto.

Tipos de Investimento em Renda Fixa:

Veremos a seguir que existem 3 tipos de investimentos dentro da Renda Fixa e dominar eles vai fazer toda a diferença na rentabilidade e na proteção da sua carteira.

  • Pós-Fixado:

Nesta modalidade de investimento o título acompanha a variação de algum indexador e com isso, você apenas consegue saber a rentabilidade exata no momento do resgate.

Exemplo: Arthur aplicou mil reais (R$1.000) em uma LCI de 180 dias que remunera 90% do CDI.
Como não conseguimos prever a taxa do CDI nesse período, não conseguimos calcular o retorno exato do investimento. Lembrando que o retorno é proporcional a taxa do CDI então se a taxa subir, o retorno será maior e o contrário também se aplica.

  • Pré-Fixado:

Já no modelo “pré-fixado”, conseguimos saber exatamente a rentabilidade final desses títulos no momento da aplicação, pois segue uma taxa fixa combinada na hora da compra.

Exemplo: Arthur aplicou mil reais (R$1.000) em um CDB pré com uma taxa de 10% ao ano.
Neste caso, ao final de um ano sabemos que o Arthur vai receber mil e cem reais (R$1.100) e no final do segundo ano o Arthur terá acumulado mil duzentos e dez reais (R$1.210).
Aqui já conseguimos observar a aparição dos juros compostos na aplicação.

  • Híbridos ou Indexados à Inflação:

Este investimento é a mistura dos dois títulos acima. Nele, a taxa acompanha algum indexador somado com uma taxa pré-fixada no momento da compra. Com isso, conseguimos prever parte do retorno, mas não o valor exato.

Exemplo: Arthur aplicou mil reais (R$1.000) em um Tesouro IPCA+5% ao ano com duração de um ano.
Nesta aplicação, ele sabe que resgatará mil e cinquenta reais (R$1.050) e mais uma quantia que só descobrirá no momento do resgate após um ano.

Dicas Para Escolher o Melhor Tipo de Investimento em Renda Fixa

Cada uma dessas modalidades tem suas forças e suas fraquezas e, para escolher o melhor título para investir, temos que levar em consideração o cenário macroeconômico e nossos objetivos pessoais. Sendo assim, irei destacar alguns pontos de atenção para fazer escolhas mais eficientes.

Pós-Fixados:

Como já vimos, os títulos Pós-Fixados estão atrelados a um indexador da economia, como a “taxa Selic” e o “CDI”. Assim, o emissor paga um percentual deste índice e como esses indicadores estão sujeitos a oscilações ao longo do tempo, os retornos também seguem o mesmo comportamento.

Portanto, caso o indexador do título subir, os rendimentos também aumentam e, caso o indexador do título caia, os rendimentos também diminuem.

Geralmente, este tipo de investimento é recomendado para aqueles que desejam seguir o mercado e pode ser uma ótima opção quando as taxas de juros estão em ascensão ou já se encontram em um patamar elevado.

Pré-Fixado:

Os títulos Pré-Fixados possuem uma rentabilidade fixa. Independentemente do que acontecer no mercado, esse rendimento se manterá até a data do vencimento.

Geralmente, esse tipo de investimento é recomendado para aqueles que acreditam que os juros da economia vão cair ou se manter lateralizados; e outra finalidade desta categoria é quando você precisa pagar algo em uma data futura e deseja trazer pra valor presente.

Exemplo: Arthur pretende comprar um carro de oitenta mil reais (R$80.000) daqui 5 anos e deseja trazer este valor futuro para valor presente. Neste caso, ele investiu em um título com rentabilidade de 10% a.a.
Calculo: Investimento inicial: R$ 49.673
Ao final do primeiro ano, depois de uma rentabilidade de 10%: R$ 54.640
Ao final do segundo ano, depois de uma rentabilidade de 10%: R$ 60.104
Ao final do segundo ano, depois de uma rentabilidade de 10%: R$ 66.114
Ao final do segundo ano, depois de uma rentabilidade de 10%: R$ 72.725
Ao final do segundo ano, depois de uma rentabilidade de 10%: R$ 80.000

Neste caso, já conseguimos observar o fator dos juros compostos fazendo efeito.

Híbridos ou Indexados à Inflação:

Já os títulos Híbridos ou Indexados à Inflação são compostos por uma parte fixa e uma variável. Essas aplicações são muito conhecidas por oferecer ganhos reais ao investidor.

Geralmente, esse tipo de investimento é recomendado para aqueles que desejam obter retornos acima da inflação e assim, proteger o patrimônio, mantendo o poder de compra no futuro.

Conheça os produtos da Renda Fixa

  1. Poupança

A Caderneta de poupança corresponde a uma conta registrada em um banco que paga um prêmio mensal, conhecido como rendimento da poupança, ao investidor.

A rentabilidade da poupança é a mesma em qualquer banco​ que disponha dessa modalidade de aplicação. Ao abrir conta em um banco, o poupador empresta dinheiro para a instituição financeira.

A Poupança é a aplicação mais popular atualmente entre os brasileiros, mas há alguns anos vem perdendo forças visto que seu rendimento está muito baixo.

Para esse tipo de aplicação, as pessoas físicas são isentas do Imposto de Renda (IR), o que, para muitos investidores, pode ser considerado um atrativo.
Já as pessoas jurídicas, estas pagam 22,5% de IR, o que acaba por tornar essa aplicação muito pouco atrativa para as empresas num contexto geral.

Os rendimentos da poupança são garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

  • CDB

O CDB, Certificado de Deposito Bancário é um investimento emitido pelos bancos.
A taxa de rentabilidade costuma ser atrelada ao CDI. Por isso, este é um dos investimentos mais conhecidos da categoria.

Geralmente, os CDBs emitidos por bancos de pequeno porte oferecem rendimentos mais atrativos do que CDBs emitidos por bancos de grande porte. Justamente, por causa do risco envolvido na operação uma vez que, um banco de pequeno porte tem mais risco de quebrar do que um banco de porte maior.

Ao investir com prazo de aplicação maior, as taxas de rentabilidade costumam ser mais altas.
E como o CDB possui “Imposto de Renda (IR) Regressivo”, aplicações com um prazo maior que dois anos tendem a valer mais a pena.
Observação: A partir de dois anos, a aplicação atinge a alíquota mínima de Imposto de Renda.

Segue a tabela usada no Imposto de Renda Regressivo:

Uma das maiores vantagens do CDB é a sua segurança, pois ele conta com a cobertura do FGC para valores de até R$ 250 mil por instituição financeira e no máximo R$ 1 milhão por pessoa em um prazo de 4 anos.

  • Letras de Câmbio

A LC tem o mesmo princípio do CDB. Porém, ela é emitida pelas “financeiras”, que são instituições financeiras de menor porte.

Então, a taxa de rentabilidade deste investimento costuma ser mais alta que os demais investimentos de renda fixa já citados.

Apesar do risco ser elevado, a LC conta com a garantia do FGC para valores de até R$ 250 mil por instituição financeira e no máximo R$ 1 milhão por pessoa em um prazo de 4 anos.
De toda maneira, é interessante priorizar as emitidas por instituições com nota de rating mais alta.

Assim como o CDB, ela também possui Imposto de Renda Regressivo e segue a mesma tabela.

  • LCI/LCA

A LCI (Letra de Crédito Imobiliária) e a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) são aplicações de Renda Fixa semelhantes ao CDB.
A diferença é que esse dinheiro é destinado ao financiamento de projetos nos setores: Imobiliário (LCI) e Agronegócio (LCA).  

Porém, por causa de uma medida governamental para incentivar o investimento nesses setores, esse tipo de investimento é “Isento de Imposto de Renda”.

Geralmente, aplicações em LCIs ou LCAs com prazos inferiores a 2 anos tendem a ser mais atrativas do que CDBs, já que o imposto a ser pago em um investimento de curto prazo em CDBs é bem elevado.

Estes investimentos também são garantidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

  • CRI/CRA

O CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e o CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) são emitidos pelas securitizadoras.

Assim como acontece nos LCI e LCA, por se tratarem de setores que o governo tem interesse em estimular, possuem “Isenção de Imposto de Renda”.

A taxa de rendimentos costuma ser alta porque esse tipo de investimento tem um maior risco envolvido puma vez que não existe um banco intermediando o empréstimo.

Sem contar que não há cobertura do FGC. Por isso, é fundamental investir em CRI/CRA emitido por instituições reconhecidas e com alta nota de rating.

  • Debêntures

As Debêntures, são títulos de renda fixa que são emitidos por empresas. Geralmente, elas são ofertadas para o pagamento de dívidas ou para o financiamento de projetos.

O FGC (Fundo Garantidor de Crédito) não garante esse tipo de investimento e, portanto, seu risco é mais elevado comparando com os outros investimentos.

Como esta modalidade de investimento tem um risco maior, ele também possui um retorno maior. Justamente, para se tornar atrativo aos investidores mais agressivos.

Este tipo de investimento assim como o CDB, segue a tabela de Imposto de Renda (IR) Regressiva.

  • Debêntures Incentivadas

Há também as debêntures incentivadas.

A única diferença em relação a debênture comum é que esses títulos são emitidos por companhias ligadas a setores estratégicos. Assim sendo, o governo oferece a isenção de tributos igual as LCIs e LCAs por exemplo.

  • Tesouro Direto

O Tesouro Direto é um investimento emitido pelo governo, portanto, é um “título público”.
Basicamente, a captação é utilizada para o desenvolvimento de áreas como saúde, infraestrutura e educação.

Assim como o CDB, ela também possui Imposto de Renda Regressivo e segue a mesma tabela.

Conclusão

A Renda fixa é uma modalidade de investimento muito ampla e com diversos produtos.
Neste caso, é necessário que esteja presente na carteira de todos os investidores. Variando o percentual alocado em relação à renda variável dependendo do perfil do investidor.

Antes de investir, compare os benefícios que cada um dos ativos pode oferecer, como rendimento, liquidez, prazo de vencimento e também o risco envolvido na operação.


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